sábado, 21 de março de 2009

Trovadorismo



Trovadorismo é a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Seu surgimento ocorreu no mesmo período em que Portugal começou a despontar como nação independente, no século XII; porém, as suas origens deram-se na Occitânia, de onde se espalhou por praticamente toda a Europa. Apesar disso, a lírica medieval galaico-português possuiu características próprias, uma grande produtividade e um número considerável de autores conservados.

As origens do trovadorismo

São admitidas quatro teses fundamentais para explicar a origem dessa poesia: a tese arábica, que considera a cultura arábica como sua velha raiz; a tese folclórica, que a julga criada pelo próprio povo; a tese médio-latinista, segundo a qual essa poesia teria origem na literatura latina produzida durante a Idade Média; e, por fim, a tese litúrgica, que a considera fruto da poesia litúrgico-cristã elaborada na mesma época. Todavia, nenhuma das teses citadas é suficiente em si mesma, deixando-nos na posição de aceitá-las conjuntamente, a fim de melhor abarcar os aspectos constantes dessa poesia.

A mais antiga manifestação literária galaico-portuguesa que se pode datar é a cantiga "Ora faz host'o senhor de Navarra", do trovador português João Soares de Paiva ou João Soares de Pávia, composta provavelmente por volta do ano 1200. Por essa cantiga ser a mais antiga datável (por conter dados históricos precisos), convém datar daí o início do Lírica medieval galego-portuguesa (e não, como se supunha, a partir da "Cantiga de Guarvaia", composta por Paio Soares de Taveirós, cuja data de composição é impossível de apurar com exactidão, mas que, tendo em conta os dados biográficos do seu autor, é certamente bastante posterior). Este texto também é chamado de "Cantiga da Ribeirinha" por ter sido dedicada à Dona Maria Paes Ribeiro, a ribeirinha. De 1200, a Lírica galego-portuguesa se estende até meados do século XIV, sendo usual referir como termo o ano de 1350, data do testamento do Conde D. Pedro de Barcelos, filho primogênito bastardo de D. Dinis, ele próprio trovador e provável compilador das cantigas (no testamento, D. Pedro lega um "Livro das Cantigas" a seu sobrinho, D. Afonso XI de Castela).

Trovadores eram aqueles que compunham as poesias e as melodias que as acompanhavam, e cantigas são as poesias cantadas. A designação "trovador" aplicava-se aos autores de origem nobre, sendo que os autores de origem vilã tinham o nome de jogral, termo que designava igualmente o seu estatuto de profissional (em contraste com o trovador). Ainda que seja coerente a afirmação de que quem tocava e cantava as poesias eram os jograis, é muito possível que a maioria dos trovadores interpretasse igualmente as suas próprias composições.

A mentalidade da época baseada no teocentrismo serviu como base para a estrutura da cantiga de amigo, em que o amor espiritual e inatingível é retratado.As cantigas, primeiramente destinadas ao canto, foram depois manuscritas em cadernos de apontamentos, que mais tarde foram postas em coletâneas de canções chamadas Cancioneiros (livros que reuniam grande número de trovas). São conhecidos três Cancioneiros galego-portugueses: o "Cancioneiro da Ajuda", o "Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa" (Colocci-Brancutti) e o "Cancioneiro da Vaticana". Além disso, há um quarto livro de cantigas dedicadas à Virgem Maria pelo rei Afonso X de Leão e Castela, O Sábio. Surgiram também os textos em prosa de cronistas como Rui de Pina, Fernão Lopes e Gomes Eanes de Zurara e as novelas de cavalaria, como A Demanda do Santo Graal.


Danuza Morais

domingo, 15 de março de 2009

Renascimento


Renascimento ou Renascença são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII [1][2], quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida humana assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências [3].

Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem" [4]. Apesar do grande prestígio que o Renascimento ainda guarda entre os críticos e o público, historiadores modernos têm começado a questionar se os tão divulgados avanços merecem ser tomados desta forma.

O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da Itália e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Temas Abordados em 2009

Língua e Literatura

• Leitura e formação de leitores (Março/2009)

• Centenário de Euclides da Cunha

• Literatura Indígena

• História em quadrinhos

• Expressão oral

• Literatura de Língua Portuguesa

• A importância da língua para a vida

• Produção de textos

• Nova ortografia (Fevereiro/2009)

• Escritoras brasileiras

Antes do nome

Não me importa a palavra, esta corriqueira. Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe, os sítios escuros onde nasce o
‘de’, o ‘aliás’
o ‘o’, o ‘porém’ e o ‘que’, esta incompreensível muleta que me apóia. Quem entender a linguagem entende Deus cujo filho é Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,
foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infrequentíssimos, se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.

PRADO, Adélia. Poesias reunidas. São Paulo: Siciliano, 1998.

quinta-feira, 5 de março de 2009

CONTEÚDOS DAS VERFICAÇÕES DA 1ª UNIDADE

9º ANO - FUNDAMENTAL II

LÍNGUA PORTUGUESA

- INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
- GRAMÁTICA: MORFOSSINTAXE
- ELEMENTOS DE COMUNICAÇÃO (EMISSOR, RECEPTOR, CANAL...)
- LITERATURA: FERNANDO SABINO (VIDA E OBRA), E SUAS HISTÓRIAS,
TELEVISÃO PARA DOIS E DONA CUSTÓDIA.

LÍNGUA INGLESA

- INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
- SIMPLE PRESENT
- VERB TO BE ON THE SIMPLE PRESENT

1° ANO - ENSINO MÉDIO

LÍNGUA PORTUGUESA

- INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
- GRAMÁTICA: ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS, MORFOLOGIA.
TERMOS DA ORAÇÃO: ESSENCIAIS, INTEGRANTES E ACESSÓRIOS.
- LITERATURA: FUNÇÕES TEXTUAIS; DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO.

LÍNGUA INGLESA

-INTERPRETAÇÃO
- SUBJECT PRONOUNS
- VERB TO BE ON THE PRESENT CONTINUOS.

2º ANO - MÉDIO

LÍNGUA PORTUGUESA

- INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
- GRAMÁTICA: SUBSTANTIVOS E ADJECTIVOS
- LITERATURA: TROVADORISMO

LÍNGUA INGLESA

- INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
- IMEDIATE FUTURE "FUTURE WITH GOING TO BE"
- FUTURE WITH WILL NAS FORMAS, AFIRMATIVA, INTERROGATIVA E NEGATIVA.

3º ANO - MÉDIO

-INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
- GRAMÁTICA: ELEMENTOS DA MORFOSSITAXE, MORFOLOGIA: ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS; FRASE ORAÇÃO E PERÍODO; SINTAXE: TERMOS DA ORAÇÃO; TRANSITIVIDADE VERBAL. ANÁLISES.
- LITERATURA: TROVADORISMO
- REDAÇÃO: ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO.

OBS: OS ASSUNTOS ESTÃO DE ACORDO COM OS CRONOGRAMAS DOS VESTIBULARES SERIADOS, 1° E 2° ANOS, E 3° ANO DE ACORDO COM OS ASSUNTOS DO VESTIBULAR REGULAR DA COVEST E UPE.

SUCESSO À TODOS!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Literatura de cordel

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

Acompanhem este blog, e logo mais estarei postando tudo sobre literatura de cordel.
Um abraço, Danuza Morais.

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