quarta-feira, 1 de agosto de 2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O papagaio do navio


O papagaio do navio


Um dia o mágico foi se apresentar no navio. O capitão amou o truque e deixou o mágico ficar por lá mesmo, fazendo shows todas as noites. Só que o papagaio, a menina dos olhos do capitão, de tanto observar o mágico treinando, decifrou todos os truques, e começou a gritar os segredos no meio das apresentações:
- O coelho está ali, debaixo da mesa!!
- A carta tá na outra manga dele!!
- O lenço tava no bolso!!!
E o mágico sentia mesmo era vontade de matar o tal bicho e colocar na panela, mas se fizesse isso tava desempregado. Até que um dia, o navio foi atingido por uma tempestade e afundou. Não sobreviveu ninguém, só o mágico e o danado do papagaio. E os dois se seguraram por três dias e três noites nas madeiras que restavam do navio.
Até que, no 4° dia, o bicho falou:
- Tá bom, desisto. Onde é que você enfiou o navio?!

terça-feira, 13 de março de 2012

Dia da poesia


Bom dia queridos leitores! Hoje é dia nacional da poesia, e
eu não poderia deixar de passar aqui para falar um pouco sobre.
Aos poetas...
Poesia
é uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos.
Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento
musical muito comum na Grécia antiga.
Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
Hoje é considerado o Dia Nacional da Poesia, pois foi nesta data que nasceu o
grande poeta brasileiro Castro Alves.
Poeta romântico, Castro Alves morreu de tuberculose na capital baiana Salvador
em 06 de julho de 1871, com apenas 24 anos.
Castro Alves escreveu obras clássicas como "Navio negreiro" e
"Espumas flutuantes".
Gostaria de aproveitar para lembrar hoje de outro poeta
também muito importante para a literatura brasileira, Manoel Bandeira. E como o
Recife a pouco completara mais um ano de vida traga com os textos de Bandeira a
minha homenagem.
Evocação
do Recife
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
— Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
mexericos namoros risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!
A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão
(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.
Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
— Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras
Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe
— Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
Manoel Bandeira

terça-feira, 6 de março de 2012

PONTUAÇÃO: O Mistério da Herança

Homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve tempo de fazer o seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer isso. Pediu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento sem nenhuma pontuação. Escreveu assim: “DEIXO MEUS BENS A MINHA IRMÃ NÃO A MEU SOBRINHO JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO PADEIRO NADA DOU AOS POBRES.”
Morreu, antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes: o sobrinho, a irmã, o padeiro e os pobres. Os herdeiros assim o pontuaram:
1) O SOBRINHO fez a seguinte pontuação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A IRMÃ chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O PADEIRO puxou a brasa pra sardinha dele:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Então, chegaram os POBRES da cidade. Espertos, fizeram esta interpretação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres

domingo, 4 de março de 2012

Interpretaçãओ.


Após ver a imagem, responda em forma de texto as perguntas: Sobre o que ela fala? É um problema atual? Você lembra de algum exemplo relacionado ao assunto? Há solução para o problema?
Mande suas repostas pelo comentário ou danuzamorais@hotmail.com

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Antítese e paradoxo - figuras de linguagem


O que significa paradoxo e o que significa antítese? Qual a diferença entre antítese e paradoxo? Tanto a antítese quanto o paradoxo expressam relações de contraste. O que diferencia essas figuras de linguagem é o ponto de vista sob o qual essas relações são estabelecidas, como mostraremos através de exemplos.

PARADOXO

O poema Autopsicografia, de Fernando Pessoa, é um texto que serve para ilustrar de modo claro o que é paradoxo ou oxímoro:
O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda*
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração

*[trilhos de trenzinhos de brinquedo]

Na primeira estrofe, ocorre uma contradição aparente em “chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente”. Como alguém pode fingir que sente aquilo que sente de fato?
Essa contradição se desfaz através da interpretação do poema, pela qual se percebe que o sentimento de dor está sendo considerado de duas perspectivas diferentes, ao mesmo tempo:

· a dor que o poeta sente na realidade
· a dor que o poeta cria no universo da poesia

Devemos lembrar que um texto não é uma cópia exata do “real”. No texto se cria uma realidade paralela ao mundo real. Assim, a expressão textual da dor, esse “fingir que é dor” não é exatamente “a dor que deveras sente”, a dor do ser humano. Daí, na segunda estrofe, o poeta dizer que os leitores não sentem “as duas [dores] que ele teve” / Mas só a que eles não têm”, isto é, a dor que o poeta criou no plano da poesia.
O paradoxo é, assim, o constraste que se estabelece através de dois pontos de vista simultâneos. Esse contraste serve para destacar aspectos opostos que participam de uma mesma situação complexa.

ANTÍTESE

Na relação antitética, os elementos contrastantes não são simultâneos ou são vistos de um mesmo ângulo:
A dor que ontem senti, transformou-se hoje em contentamento.
Observamos, nesse exemplo, que os elementos opostos, “dor” e “contentamento”, não ocorrem ao mesmo tempo (como no paradoxo), mas referem-se a passado e presente.
Seu vestido branco destacava-se entre os trajes negros das outras mulheres.
Nesse outro exemplo, o contraste entre claro e escuro está relacionado a elementos diferentes, observados de um mesmo ponto de vista.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Feira de cultura inglesa e americana do CGE


O inglês está se tornando cada vez mais imprescindível no mundo em que estamos inseridos, a globalização faz com que a língua se torne algo fundamental nos tempos atuais. O inglês está tomando força a cada dia, agora, junto com a informática e internet então, estão com força total...O uso de uma língua tão conhecida é de grande valia para obtenção da comunicação. O inglês é uma língua internacional. A língua das viagens, negócios, estudos, enfim , a língua da comunicação com todo o mundo, a língua da globalização. O principal objetivo desta feira foi mostrar como é grande a influencia da língua inglesa na nossa fala, no nosso dia a dia; basta olharmos ao nosso redor que nos deparamos com várias situações onde a língua inglesa está presente.
Levando em conta que a linguagem tem uma função social e comunicativa, a partir da linguagem, o sujeito constrói sua própria identidade.
O texto abaixo nos dá uma ideia desta expansão.

Estava em casa com muita vontade de sair, porém eu me sentia meio down , para ver se melhorava um pouco tomei um banho, me arrumei e decidi sair para distrair. Chamei meu marido para irmos ao shopping center , pois, convenhamos, não há nada melhor do que fazer umas comprinhas para o stress acabar logo...Então chegando lá ví que as lojas, muitas delas, estavam on sale , então me animei e resolví mudar o meu look , comprar umas roupas fashion , e me sentí muito melhor...

De repente deu aquela fome, então decidí ir a um fast food ou ao Mc Donalds fazer um lanche...Pedí um milkshake , coca light , chessburguer e um sorvete diet, comí muito, depois tive um insight... Decidí ligar para casa , falei com minha irmã mais nova e ela e me disse que estava navegando na internet, viu que na previsão do tempo ía dar sol e perguntou se podíamos ir para praia amanhã? Meu marido logo se empolgou, porém lembrei de passar no drive throw da farmácia e comprar um sundown, pois o lá de casa já tinha acabado.

No caminho de volta para casa avistei um outdoor muito interessante do Veneza water Park e outro que mostrava um carro com um design super moderno... Chegando em casa lembrei que tinha comprado umas balas da ice kiss para ela que logo me agradeceu...Louca por balas! Brincamos um pouco, jogamos playstation e fomos dormir...

Finalmente amanheceu e fomos para praia , levamos as raquetes de frescoball e bolas ,
o discofly e alguns drinks... Ainda bem que não tinha ninguém de topless, afinal de contas eu estava com minha irmã e o meu marido... A única coisa que teve foi um alvoroço, pois parece que uma top model estava por lá causando stress nas mulheres e fazendo os homens ficarem relax e ligados no plug...

No final das contas tudo acabou bem e voltamos tranquilamente para casa sem pegar a hora do rush , o ferryboat não estava cheio e tudo correu muito bem...

É! agora deixa eu ir pois tenho que carregar a bateria aquí do meu notebook, ele já está apitando ...Pedindo um help!Bye!
Danuza Morais.